Arthur Folster Machado

Arthur Folster Machado
Arthur, O primeiro Folster Machado

domingo, 30 de março de 2014

O EXAME DE SANGUE
Exame de sangue é uma daquelas coisas que a gente não sabe muito bem como funciona e que nos avisa de um montão de coisas, de minha larga experiência de 1 ano e 8 meses já tive que enfrentar o tal exame duas vezes pelo menos, e posso dizer que não gostei...
A primeira foi quando acharam que eu estava amarelo, tiraram o sangue vermelho para confirmar e me deixaram de molho na luz azul, a outra voltei da praia cheio de manchinhas vermelhas e tiraram de novo o sangue pra ver se tinha algum problema mais sério, e eu nem sabia que problema era sério ou engraçado, resumindo, não deu nada...
Ficou aquela desconfiança, o negócio dói uma barbaridade e a gente nem sabe como alguém pode achar alguma coisa lá, mas que acham, acham...
O absurdo maior veio esta semana, na segunda a Mamãe fiz xixi num copinho pra ver aparecer um risquinho vermelhinho, espera um pouco e aparece o tal risquinho... e???? Tem que fazer exame de sangue... O que? Pra que? Vai me dizer que é pra confirmar que o xixi amarelo faz o risquinho vermelho aparecer?
Saímos cedo pra passear, como dei um coxiladinha, não vi onde o Papai levou a Mamãe, mas quando acordei a Mamãe estava com um dódoi no braço, concluí que o famigerado exame já tinha acontecido...
Fui pra escola na boa e a tarde quando o Mamãe e o Papai foram me buscar me falaram que o exame deu positivo... pensei... nossa o xixi amarelo faz o risquinho vermelho aparecer mesmo no papelzinho... legal... mas e dái? Precisava fazer o dolorido exame de sangue só para isso?
A Mamãe e o Papai me explicaram que o papelzinho e o exame de sangue avisaram que a tal da cegonha tá viajando pra nossa casa de novo... cegonha??? Já ouvi esta história, mas não lembro onde... vou pesquisar um pouco e quando descobrir volto pra dizer... se alguém souber de algo que pode me ajudar, por favor me avisem.
Beijão,
Arthur

quarta-feira, 19 de março de 2014

O GOL
Semana passada o Papai foi trabalhar em Fortaleza, fica no Nordeste, no Ceará, perto de uma tal de casa do chapéu... tem que ir de avião e falar com a gente pelo computador, deve ser longe mesmo, só sei que deve ser um lugar muito bem frequentado, pois o Papai encontrou a Peppa Pig na rua... e a Peppa sabe o que faz...
O importante foi que o Papai voltou na sexta-feira feira quase de noite, fui correndo encontrar o Papai que chegava com mala e tudo, depois de beija daqui, beija dali, o Papai abre a mochila e tira o livrinho da foto, que eu chamei de Gol... não preciso nem dizer que adorei, além de ser do Palmeiras, ter um menino jogando bola e fazendo gol, é de plástico... Significa que eu posso morder levar pro banho que ele não vai desintegrar...
O Gol foi comigo pra todo lugar no fim de semana, onde eu ia, o Gol ia junto, fiquei com ele até a hora de dormir... na segunda-feira, levei o Gol pra escola e mostrei para todos os meus amigos, o pessoal adorou, todo mundo quer ser Palmeirense, ainda mais depois do Messi e Cristiano Ronaldo, né Papai???
O Papai falou que ele comprou o Gol porque sentiu saudades de mim, ele também me falou que o Vovô Zé, que mora no céu, sempre trazia um presentinho quando voltava de viagens, o que o Papai mais gostava eram os jipinhos da Gurgel de plásticos, tinha azul, verde, vermelho, do exército, cada vez era um diferente...
Os jipinhos iam com o Papai pra todo lugar também, o Papai disse que toda vez que brincava com os jipinhos lembrava do Vovô e que em algum momento o Vovô tinha lembrado dele, talvez até sentido saudades como foi o caso do Papai...
Concordo com o Papai, o importante não é o presente, os Jipinhos ou o meu Gol, o importante é que sempre um está lembrando do outro, eu chamava o Papai o dia inteiro, até a Mamãe comentou, o Papai, lá de longe, estava morrendo de saudades de mim e na hora que viu o Gol deve ter pensado... “Vou levar algo pro Arthur sempre lembrar de mim” (foi exatamente isso meu querido, você não sai dos meus pensamentos, independente do tempo e da distância, te amo Arthur!).
Acertou na mosca Papai!  
Beijão,
Arthur